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ECONOMIA - Revista elege os 25 culpados pela crise econômica

Após tentar achar as causas e soluções à crise financeira mundial, a busca agora é pelos possíveis responsáveis que levaram empresas a falirem, causando demissões e a ameaça de recessão global. Primeiro, o jornal inglês The Times listou os possíveis dez principais culpados. Nesta quinta-feira, foi a vez da revista Time selecionar 25 empresários, economistas e políticos que levaram a economia mundial às turbulências atuais.

Entre os considerados responsáveis está Angelo Mozilo, ex-diretor e fundador da Countrywide (maior financiadora imobiliária dos Estados Unidos). Segundo a Time, a empresa não foi a primeira a fazer "financiamentos exóticos com habilidade questionável", mas o fez. O jornal britânico The Times diz que Mozilo é acusado de empurrar crédito para quem não poderia pagar, enquanto isso recebia um salário anual de US$ 470 milhões.

Presidente do Comitê de Bancos do Senado entre 1995 e 2000, Phil Gramm isentou o credit-default swaps (CDS, espécie de seguro para crédito de risco) de regulação. E, segundo a revista, foi exatamente o CDS que levou o AIG à quebra.

Ex-presidente do Federal Reserve (FED, banco central americano) Alan Greenspan foi colocado na lista da Time por seu "desprezo" pela regulação de mercado, considerada hoje uma das principais causas da crise. Em outubro de 2008, durante uma audiência no Congresso, Greenspan admitiu que "cometeu um erro ao presumir" que os mercados financeiros poderiam regular a si próprios.

Christopher Cox, ex-chefe do Securities and Exchange Commission (SEC), é culpado por nunca ter percebido ou agido nas acusações contra o investidor Bernard Madoff , que realizou fraude de US$ 50 bilhões com vítimas em todo o mundo. Além disso, é acusado pela revista de não ter regulado instituições para tentar impedir o colapso.

A Time também culpa os consumidores americanos pela crise. Segundo a publicação, os empréstimos e gastos excessivos foram alguns dos principais responsáveis pela situação econômica atual.

Secretário do Tesouro dos EUA de 2006 até o fim do governo de George W. Bush, Henry Paulson é um dos responsáveis citados por ter demorado para agir em meio aos primeiros sinais de crise, por permitir a falência do Lehman Brothers e por causa do pacote de US$ 750 bilhões, que foi uma "grande bagunça".

John Cassano é um dos fundadores da unidade de produtos financeiros da AIG e administrou o grupo até o início de 2008 - pouco antes de a empresa pedir ajuda do governo para não falir. Por esse motivo, ele é citado como um dos responsáveis pela crise. Até hoje, o governo americano já investiu US$ 150 bilhões para evitar a quebra da empresa.

Ian McCarthy, CEO da imobiliária Beazer Homes, é acusado de usar táticas agressivas para vendas e inclusive mentir sobre as qualificações de consumidores para ajudá-los a conseguir empréstimos, tendo participado ativamente do que iniciou a crise.

Presidente da Fannie Mae até 2004, Franklin Raines deixou a companhia em meio a um escândalo administrativo e o início dos grandes investimentos em subprime.

As agências de classificação de riscos, que deram notas máximas "em grandes proporções" e até a companhias de risco, também são citadas pela Time. Kathleen Corbet, que comandou a Standard & Poor's foi considerada uma das culpadas pela crise.

Conhecido como o "gorila de Wall Street", Dick Fuld direcionou o Lehman Brothers diretamente ao subprime. "Por sua incompetência", Fuld foi selecionado para a lista.

Herb e Marion Sandler foram os primeiros a oferecer empréstimos imobiliários "perigosos", por meio do World Savings Bank. O Goldman Sachs estima que cerca de metade dos dois milhões de consumidores que possuem esse tipo de financiamento não vão conseguir pagar o valor total.

A administração do ex-presidente americano Bill Clinton foi caracterizada por prosperidade econômica e por desregular o mercado financeiro, que podem ter influenciado os excessos das empresas dos últimos anos.

Também é listado como um dos responsáveis o ex-presidente George W. Bush, também acusado de não incentivar a regulação do mercado. Mas Bush também foi colocado na lista pelo simples fato de a crise ter desencadeado durante sua administração.

O CEO do Merrill Lynch até 2007, Stan O'Neal, foi responsável por transformar o negócio da empresa, mas apoiando-se em subprime e empréstimos.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, também é relacionado na lista da Time. O motivo é a China ser a principal credora dos Estados Unidos. Segundo a revista, o crédito baixo é o grande causador da crise.

David Lereah era o economista-chefe da associação americana de corretores quando disse que o mercado imobiliário iria crescer por muito tempo. Por esse motivo, ele foi considerado um dos culpados pela crise.

Os fundos de investimentos do tipo hedge funds são responsáveis pela má administração de empréstimos por comprarem crédito hipotecário. John Devaney tornou rentável empresas de crédito por fazer empréstimos questionáveis.

O americano Bernard Madoff é acusado de uma fraude de US$ 50 bilhões a investidores, tornando-se o maior fraudador de todos os tempos dos Estados Unidos. Seu golpe foi descoberto em meio à crise, quando seus clientes tentaram resgatar seus investimentos.

Considerado o pai do sistema de crédito hipotecário, Lew Ranieri também está na lista da publicação. Foi quando consumidores pararam de pagar seus empréstimos deste tipo que os bancos de investimentos entraram na crise.

Burton Jablin criou programas de TV que ajudaram a inflar a bolha do mercado imobiliário americano, ao ensinar os espectadores a valorizar suas casas ao máximo.

Segundo a revista, economistas consideram Fred Goodwin, ex-chefe do Royal Bank of Scotland (RBS), "o pior banqueiro do mundo". Sua "ganância" fez o banco adquirir outras 20 instituições. O pior, segundo a Time, foi ele não ter parado aí e liderou a compra do ABN Amro por US$ 100 bilhões, prejudicando as reservas do RBS.

Sandy Weill, dono do Citigroup, está na lista pelas aquisições do Smith Barney e Travelers. Segundo a revista, bancos muito grandes são os piores problemas econômicos dos Estados Unidos. Cada instituição financeira parece muito grande para falir, levando o governo a gastar bilhões de dólares para evitar quebras.

David Oddsson foi primeiro-ministro da Islândia e, depois, presidente do banco central, levando o país a uma nova era de mercados livres e privatizando três dos principais bancos. As instituições financeiras não resistiram a crise e lutam para não quebrar.

A má administração do Bear Stearns levou Jimmy Cayne a integrar a lista. Segundo a publicação, Cayne tinha finais de semana prolongados para jogar golfe, saía da cidade para torneios esportivos e é acusado de fumar maconha (o que nega).



Fonte: Redação Terra
Data: 12/02/2009
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